Cabelo Bombril – Polêmica Dayane Nascimento e a Minha Experiência com o Racismo

Olá pretinhas lindas!!

Imagino que este vídeo já deu muito o que falar, e depois de muito procurar para saber do que realmente estavam falando consegui localizar e estou aqui compartilhando-o com vocês.

Vídeo ao final da pagina.

A minha intenção aqui, não é difamar ninguém, pregar o ódio contra a pessoa, mas expor aquilo que muita gente pensa sobre os cabelos crespos e não tem a coragem de falar.

Nosso país, um país tão miscigenado, de tantos credos e raças, culturas, passa por momentos de aumento de conscientização e ao mesmo tempo, sinto que estamos vivendo em retrocesso.

Quem me conhece, sabe que este tipo de assunto não é o dos meus preferidos, mas através dele, eu gostaria de compartilhar algo que uma vez aconteceu comigo quando eu era pequena.

A Minha História com o Racismo!

Quando eu era pequena, minha mãe costumava fazer trancinhas em meus cabelos, 2 tranças, 4 tranças, até 8 trancinhas em meus cabelos. Trancinhas embutidas.

O que hoje é empoderamento, naquela época era motivo de piadas na escola. Eu naquela época tinha 8/9/10 anos e eu perdi as contas de quantas vezes, na escola me chamaram de cabelo ninho de rato, cabelo bombril, pinchaim, nega cabelo duro, nega maluca e outros nomes que as crianças naquela época costumavam falar (principalmente para aqueles de etnia negra).

Dei graças a Deus o dia em que minha mãe começou a me libertar das tranças e comecei a usar relaxamentos e tratamentos para meu cabelo.

A diferença daquela época para hoje é que as ofensas eram de boca a boca e hoje tomaram a extensão da internet, onde as coisas se propagam com uma velocidade astronômica.

Uma das pessoas que chegou a me dirigir estes comentários maldosos, depois de crescidos e terminado a época do ensino médio, após um encontro na rua por acaso, casual, veio ate mim, pedir-me desculpas do que tinha falado e pasmem ele próprio havia começado a usar tranças (daquele estilo mesmo que eu usava… gente isso é serio rsrsrs) minha ética não permite dar nome aos bois, mas meus amigos  se eu falar quem era com certa saberão quem é…

No encontro, me disse que o estilo era super legal, que foi um tolo por ter pensado aquilo de mim e me pediu sinceras desculpas. E eu aceitei, porque percebi nele uma mudança de consciência, o que pelo estilo dele próprio que usava as tais tranças que ele assim como outros garotos debochavam agora fazia parte do estilo dele, realmente me pareceu muito verdadeiro.

O que eu quero dizer com este relato é que as pessoas precisam mudar a sua forma de pensar. Já ouvi de próprios negros acharem os cabelos Black Power ridículos. E eu acho que estilo é algo individual que faz parte da personalidade de cada um.

Então não julgue, não faça comentários horríveis como este mostrado no vídeo, não propague mais aquilo que já é tão latente no nosso país.

Mesmo que seja com relação a você!!

Pessoas que como ela, ou eu que falam para pessoas, sendo em pequena ou grande quantidade, temos uma responsabilidade nas mãos, ajudamos a formar opinião, ainda que seja sobre coisas que muitos consideram fúteis como autoestima.

Vamos semear mais amor, auto estima, não importa se você é gorda, magra, tem cabelo liso, cabelo cacheado, crespo, a beleza é algo que vem de dentro, e por pessoas que pensam assim como ela demonstrou neste vídeo não deve ligar muito para isso, pena!!

Espero que um dia tomem consciência verdadeira e se arrependam do mal que fizeram indiretamente ou diretamente, assim como um colega de escola que mesmo após tanto tempo havia percebido o erro que outrora cometeu.

Muita gente se viu ofendida pelo comentário e eu lembrei deste fato compartilhado com vocês.

Mais amor e respeito gente!!

Beijos da Cris.

2 comentários em “Cabelo Bombril – Polêmica Dayane Nascimento e a Minha Experiência com o Racismo

  1. Sei muito bem como é isso. Não sou negra e meu nível de empatia e senso de justiça desde criança sempre aflorou em mim de que eu não precisava ser negra ou uma pessoa com mobilidade reduzida (e por aí vai) para sentir a dor de outrem. Por incrível que pareça eu já sofri e ainda sofro os mais diversos tipos de discriminações (recomendo o meu recente post sobre liderança feminina e do meu apelido de Wandinha) e posso te garantir que o preconceito é o aprimoramento repulsivo de achincalhamentos que as pessoas praticam quando crianças, unida pela falta de respeito e orientação por parte dos pais ou responsáveis. Adorei seu post e acho super plausível utilizar seu blog para difundir estas experiência/assuntos sérios. Parabéns 💋🐝

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigada Wan pelo seu relato. Este é um assunto que eu particularmente não gosto muito de falar pois na minha cabeca, não a distinção de cores, apesar de eu sempre que posso dar dicas para as mulheres negras assim como eu. Mas sempre que eu tiver a oportunidade e contar a respeito sobre fatos que aconteceram comigo, eu quero compartilhar sim. Eu não gosto muito de falar sobre assuntos assim, (eu acho que sou de outro mundo rs) mas nos mulheres precisamos nos unir.

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