Inspiração de Looks para temporada Outono / Inverno 2019

Princesa Diana X Megan Markle X Kate Middleton

Quem aqui é nascido na década de 80 ou 90 certamente já ouviu falar da Princesa Diana. Para os íntimos, apelidada de Lady Di, ou você que nunca ouviu falar sobre ela, ela foi uma aristocratafilantropa e a primeira esposa de Carlos, Príncipe de Gales, filho mais velho e herdeiro aparente de Isabel II do Reino Unido.[1] Seus dois filhos, os príncipes Guilherme, Duque de Cambridge e Henrique, Duque de Sussex, são respectivamente o segundo e o sexto na Linha de sucessão ao trono britânico e de outros doze países da Commonwealth.[2]

Se você quiser saber mais sobre a vida, carreira e morte deste ícone de elegância, filantropia, entre outras coisas mais, clique aqui.

Mesmo após tantos anos após a sua morte, Lady Di, ainda é icone de elegancia nos dias atuais e tanto que suas respectivas noras, a Duquesa de Cambridge a Kate Midleton, esposa de seu filho Príncipe William – Duque de Cambridge e Meghan Markle, Duquesa de Sussex, que é casada com o Principe Harry – Duque de Sussex, sempre nos eventos mais importantes, elas se inspiram, na elegancia de Lady Di, para compor seus looks.

Então eu, como admiradora de Lady Di, vou postar aqui , fotos das inspirações onde suas noras também usaram e abusaram do legado dessa icônica Lady e quem sabe ai no seu guarda roupa tem algo em que você também pode se inspirar nesta temporada de Outono/Inverno 2019. Lembrando que a temporada Outono/Inverno esta chegando.

Veja fotos abaixo e inspire-se.

Meghan Markle


Branco real
A princesa usou um look sofisticado e totalmente branco para um evento da Royal Academy quando estava grávida do príncipe Harry. Já Meghan foi a um baile em Tonga também com um longo branco e uma homenagem à sogra: ela usava seu antigo anel de água-marinha.

Azul formal
Tanto Diana quanto Meghan escolheram longos azuis para noites de gala: a princesa para a première de “Indiana Jones e o Templo da Perdição” em 1984, e a duquesa para um jantar de estado em Fiji.

Listras
Meghan foi de vestido fechado com listras a uma cerimônia em sua turnê real por Tonga, enquanto Diana escolheu uma versão semelhante para acompanhar uma partida em Wimbledon quando esperava o príncipe Harry em 1984.

Azul acinturado
Cerca de um mês após dar à luz ao príncipe William em 1982, Diana ainda exibia um de seus looks da gestação, um vestido azul royal com faixa que marcava a cintura. Meghan escolheu um vestido semelhante para cumprir um compromisso em Tonga.

Rosa casual
Diana optou por um vestido pink de modelagem ampla e descontraída para acompanhar um jogo de pólo nos anos 80, enquanto Meghan escolheu uma versão floral do modelo para sua visita a Fiji.

Preto polêmico
Diana e Meghan têm em comum a ousadia em relação ao protocolo real, que dita que a cor preta deve ser usada apenas em ocasiões de luto. Ambas optaram por looks monocromáticos no tom à espera de seus primeiros bebês.

Vermelho total
A princesa Diana era fã de máxi peças e usou a combinação de casaco e vestido vermelho em sua primeira gestação. Meghan também optou por uma combinação semelhante, em um tom mais fechado da cor, no início de sua gravidez.

Verde & preto
Meghan escolheu um máxi casaco verde escuro com aplicações florais pretas da marca Erdem muito semelhante ao modelo usado por Diana em uma visita a Bristol quando estava grávida do príncipe William.

Kate Middleton


Diana no serviço religioso de recordação em 1991; 
Kate em um casaco Diane von Furstenberg no mesmo serviço em 2016.

Diana em um vestido de bolinhas e combinando com um chapéu de aba larga no The Royal Ascot em 1988; 
Kate em um vestido de polca semelhante no Wimbledon Tennis Championships em 2018.


Lady Di em um casaco cinza com detalhes pretos durante uma visita à Caridade de Barnardo em 1984; 
Kate Middleton em um blazer similar ao chegar ao Coach Core Essex em 2018.



Princesa Diana em um vestido de manga comprida da marinha com uma renda de volta para a estréia de 
Papai Noel: o filme de 1985 

Kate Middleton usando um vestido azul-marinho Jenny Packham com detalhes em renda e botão para um jantar de gala no Royal Albert Hall em 2012.

Diana visita Westminster em junho de 1990; 
Kate visita o Stephen Lawrence Centre, em Londres, em março de 2015.


Diana participa de seu primeiro evento público com o príncipe Charles, no Goldsmith’s Hall de Londres, em 1981; 
Kate no Sun Military Awards em 2011.

Diana visita a caridade de Barnados em novembro de 1984; 
Kate em Manchester em dezembro de 2017.


Diana no Palácio de Buckingham em 1980; 
Kate que veste Alexander McQueen em Charlottetown, Canadá durante a excursão real de America do Norte em julho de 2011.

Diana em Catherine Walker nos cultos de Páscoa em abril de 1987; 
Kate usa um casaco de Matthew Williamson enquanto visita a Pembroke Refinery em Pembroke, no País de Gales, em novembro de 2014.

E ai gostaram? Espero seus comentários.

Beijos da Cris!

Vulnerabilidade. Fraqueza… Não, muita força!

O caminho é longo, mas (re)conhecer suas vulnerabilidades é a melhor saída para se aceitar e crescer.

De início, as pessoas associam ser vulnerável a ser fraco, inseguro, medroso ou incapaz. Isso está muito ligado à ansiedade de precisar ser perfeito e de ter só qualidades. Com isso, nós sufocamos nossas vulnerabilidades e as escondemos não só de nós mesmos, mas dos outros, quando editamos cada publicação nas redes sociais em busca de uma imagem quase celestial de felicidade e plenitude.

Mas se a gente mudar como encaramos as vulnerabilidades podemos enxergá-la como um caminho pro arco íris não pra tempestade. Ela é medo e insegurança ao mesmo tempo que é origem de alegria, pertencimento e amor. Sim, uma loucura! Ter a coragem de ser imperfeito é o caminho para ser gentil e ter compaixão consigo mesmo, se aceitar e diminuir angústias.

Quem consegue abraçar sua vulnerabilidade vira uma chave e vê na fraqueza uma oportunidade de melhora, crescimento e admiração. Fora que expor seus pontos baixos pode ser uma forma poderosa de conexão com outras pessoas. Vou usar uma frase que soa piegas, mas é real: ao conhecer suas amarras você se torna livre. Ou seja, é dando de cara com suas falhas que você as supera, é ficando forte e seguro de si que você não hesita em se conhecer fraco.

Mas o que raios é vulnerabilidade?

A vulnerabilidade existe em várias formas, podendo ser uma insegurança clara sobre o tamanho do seu nariz ou um incômodo difícil de entender quando você é preterido em uma relação, por exemplo. Normalmente, esse sentimento se camufla entre o que você é, o que você idealiza para você e o que você acha que seus pais, parceiros e amigos imaginam de você. É entre os buracos que distanciam essas visões que as vulnerabilidades se formam.

Não é algo fácil de explicar ou identificar, porque cada um tem o seu calcanhar de Aquiles. A vulnerabilidade varia de acordo com a experiência de vida, da criação, da interação com amigos, dos lugares onde se consome informação e até do padrão cultural da sociedade. Os traços de personalidade de cada um também têm influência sob pontos considerados fracos.

Por mais que você não saiba verbalizar exatamente qual é a sua vulnerabilidade (o que é normal, fique tranquilo), uma dica para confirmar que a situação pegou na sua ferida é reparar na sua reação. Respostas potencializadas e desproporcionais, que variam de ficar retraído a ficar responsivo, na defensiva, chorão ou agressivo, são indícios de que a dor não é pelo que aconteceu ali naquele instante, mas por um trauma maior que está dentro de você, guardado no arquivo de mágoas da sua história.

O que eu faço com isso?

Ninguém gosta de falar dos seus defeitos ou procurá-los. Dizer algo ruim de si mesmo é desconfortável, basta lembrar aquela situação clássica de entrevista de emprego em que a única coisa negativa que as pessoas citam é “perfeccionismo”. Apesar de estarmos sempre tentando ser perfeitos, se encaixar no grupo ou ganhar aprovação, sabemos que existem mais vulnerabilidades que essa, né?

É engraçado, evitamos falar dos nossos pontos baixos e achamos que assim eles somem, mas eles não arredam o pé, continuam vivendo no seu inconsciente, são parte de nós. Se sua vulnerabilidade é se sentir gordo, por exemplo, é provável que toda vez que você se olha no espelho ou prova uma roupa isso te incomoda e gera aquele sentimento de derrota.

Pense como seria melhor descobrir a raiz desse desconforto, entender como você criou esse preconceito (de achar que se estivesse mais magro, estaria mais feliz) e em vez de se tratar com uma cobrança punitiva, você se cuidar com compaixão.

A ideia é pontuar suas inseguranças, descobrir como foram construídas no seu emocional, abrindo um portal para curá-las. Sei que soa vago, mas é o exercício de ouvir a criança que você foi e que sofreu, parar de puni-la e começar uma transformação de aceitação.

Não é fácil, mas é uma bifurcação: você pode assumir que a ignorância é uma benção e não olhar para as falhas ou optar por se acolher e ser mais leve, entendendo que não existem pontos negativos, e sim, pontos a serem melhorados.

Aceita que dói menos (e aqui o papo fica sério!)

É preciso aceitar o fato de que a gente só cresce e evolui se entra em contato com a nossa dor, se lida com nossa essência e se desvenda. Quem resolve não enxergar as vulnerabilidades corre grandes riscos de se tornar arrogante e prepotente, acreditando ser sem defeitos. Um comportamento assim não transforma, repete ciclos e patina nas mesmas situações sem resolvê-las, acumulando angústias e frustrações. Ou então, se torna aquela pessoa que diz “Esse é meu jeito, ponto. Me respeite,” e que não deixa espaço para ninguém se aproximar, nem ela mesma.

Para agravar, quem se recusa a lidar com a vulnerabilidade não costuma ter ferramentas para reagir quando esbarra com ela e então desmorona e se descontrola. Daí surgem medidas para tentar anestesiar esse sentimento incompreendido, e com isso nos tornamos adultos endividados, obesos e viciados em álcool, drogas e remédios. Um quadro nada bonito ou saudável. Até porque é necessário lembrar que não há como anestesiar apenas sentimentos ruins, e a vulnerabilidade é afogada junto com a alegria, felicidade e gratidão.

É importante se conhecer. Mesmo que não haja repertório para verbalizar o sentimento, se você estiver disposto a passar pelo processo, você aprende. Ao compreender de onde vem as mágoas, medos, receios, fantasmas, você deixa de se afetar tanto, de se cobrar, se punir, com o tempo aprende a lidar com o incomodo e o torna algo familiar. Ela não desaparece, mas você passa a conhecê-la e saber como lidar com ela. Claro que você não aceita seu corpo do dia para noite, mas ao raciocinar de onde vem essa questão, se ela é necessária, focar em você e se amar e cuidar um pouco por dia, você chega lá.

Dicas para se conhecer melhor

Terapia, muita terapia.

Especialistas afirmam que alguns insights não surgem sozinhos ou com amigos na mesa de bar (até porque vulnerabilidades são difíceis de compartilhar). O psicólogo traz uma troca, acompanha, provoca pensamentos, não julga e tem como parâmetro a funcionalidade da sua vida, podendo facilitar sua compreensão e ajudá-lo a construir ferramentas para lidar com inseguranças.

Saia do celular !

Pare de viver no automático e tire um tempo para si. Nem que sejam alguns minutos antes de dormir, conseguir pensar em como você está se sentindo, como está sendo a semana, as relações com seus amigos, familiares, colegas de trabalho, tudo isso faz parte de um autocuidado e auxilia a apontar os incômodos.

Faça um teste!

É interessante fazer uma atividade visual para compreender melhor o que seus pensamentos querem dizer. Escrever em três folhas separadas o que você espera de si, o que acha que o mundo espera e o que gostaria que os outros esperassem auxilia a refletir o que você realmente quer fazer por você e traçar caminhos empolgantes.

Respire fundo!

Encher os pulmões com vontade e prestando atenção ao movimento ajuda a melhorar o foco e a concentração ao mesmo tempo que acalma. Encha os pulmões contando até quatro e inspire também contando até quatro para eliminar a agitação e se concentrar. Meditar é uma alternativa.

Tenha repertório.

Quanto maior é a fonte de informação que o seu cérebro tem, mais conexões e discussões serão possíveis. Busque conhecimento em livros, filmes, séries e até vivências de colegas para construir mais cenários, ter ideias diferentes e compreender melhor o mundo.

Compartilhar dá medo…

Todo mundo tem uma vulnerabilidade. Todos os seres humanos que habitam essa Terra são vulneráveis. O problema é que não somos iguais e não sabemos como o outro vai lidar com a nossa insegurança, ficamos com a impressão que quanto menos souberem, mais seguros estamos.

Agir assim pode ser um mecanismo de defesa, muita gente deixa de compartilhar o que a tortura por dentro com medo do outro usar a fraqueza para ficar mais forte. Mas vale a pena viver com receio? Se preocupar em exagero com sua imagem e com o que os outros pensam só vai fazer você deixar de viver da forma que você genuinamente queria.

A vida perfeita é uma fantasia. Não dá para agradar todo mundo, não dá para pertencer a todo contexto. Você sabe quem merece ouvir você e onde se sente bem. A regra é bom senso. Não precisa se expor para desconhecidos, porém, quando sentir que é lugar e hora e que o outro é confiável, compartilhe. Você fica pelado na frente de todo mundo? A lógica é basicamente a mesma.

Se a pessoa for má e se aproveitar do momento, lembre-se que você tem o poder de colocar essa batata quente no chão, uma vez que já analisou e compreendeu sua vulnerabilidade e está seguro com ela. Desligue o ouvido, se coloque em primeiro lugar e dê menos espaço para este outro.

… Mas dividir conecta!..

Nós precisamos do olhar do outro para nos sentirmos reconhecidos, nascemos precisando do amparo, viramos adultos querendo likes alheios. E pensando nesse contexto, compartilhar sentimentos profundos cria vínculos muito fortes. Quando a gente se expõe é como se o outro ficasse com uma parte nossa, você abre um diálogo, mostra sua humanidade e a troca é profunda.

Quem ouve o desabafo nota que não está sofrendo sozinho e que tem um amigo para dividir angústias, isso cria uma sensação de proximidade, cumplicidade, gera empatia, compaixão, admiração e conexão. A pessoa se torna semelhante a você, se mostra imperfeita e acalma aquele seu lado desesperado que queria se encaixar sendo
encaixar sendo certinho e padrão.

No fim das contas, se torna amigo aquele que te acolhe na vulnerabilidade e ajuda a sair dali com força, pois não é a perfeição que desperta o afeto, pelo contrário, é se identificar que proporciona esse elo, e todos nós somos capazes de nos relacionar com vulnerabilidades.

Até quando famosos fazem isso nos afeta. Ouvir que a Gisele Bündchen já lidou com a depressão causa comoção, notar que um símbolo de perfeição também tem problemas aproxima você da imagem da modelo. Além do fato de que dividir as vulnerabilidades de tal forma abre espaço para debater temas sensíveis e necessários, como saúde mental neste caso.

Conseguimos viver em sociedade por criar essas pontes de empatia, e a conexão só ocorre quando nos deixamos ser vistos de verdade, por inteiro, tendo coragem de ser imperfeito. Aceitar as vulnerabilidades é amar com toda força mesmo sem garantias. Tenha a compaixão de ser gentil consigo antes dos outros, não se freie por inseguranças, diga eu te amo antes, use a roupa que quiser, defenda suas vontades, faça as pazes com você.

As vulnerabilidades vão mudar durante a vida e de acordo com os acontecimentos que atravessarem o seu caminho, mas se você souber gerenciá-las você sempre irá crescer e progredir. Se conheça, se liberte e cresça.

E ai, vocês gostaram deste artigo? Deixem seus comentários.

Fonte:Viva Bem

Beijos da Cris!

9 frases comuns em relacionamentos abusivos e seus significados…

Um relacionamento abusivo é qualquer relação na qual alguém sofra algum tipo de abuso, seja físico, emocional ou sexual. O mais difícil de identificar é o emocional, por vir enraizado nos costumes de sociedades predominantemente machistas.

O que acontece é que muitas mulheres que passam por relacionamentos abusivos demoram para perceber que alguns comentários de seus parceiros são, na verdade, abusos psicológicos disfarçados de ciúmes ou “amor excessivo”….

Veja também: Relacionamento Abusivo, o que é? Sinais…

A psicóloga especialista em autoestima feminina Eliza Guerra, explica que é mais comum que as mulheres relatem experiências abusivas nas relações amorosas do que homens. “É um reflexo do patriarcado e de uma sociedade machista”, afirma. Para a psicóloga especialista em sexualidade Simone Januário, o machismo e a submissão feminina ainda fazem parte da vida da maior parte da sociedade, apesar de todos os avanços sociais dos últimos anos.

Mulheres contaram algumas das frases típicas de seus ex-companheiros que, em meio ao abuso psicológico, pareciam inofensivas, no máximo desagradáveis, mas que possuíam significados muito mais profundos. Para entender cada uma, as psicólogas explicam como esse tipo de abuso pode afetar a vítima:

“Eu confio em você, mas não confio nos outros”

Por mais que não culpe a mulher diretamente, esse tipo de colocação ajuda a reforçar uma forma de controle sobre a vítima. “Subestima a possibilidade da parceira ou do parceiro fazer escolhas, ter discernimento”, analisa Simone. Qual é o problema de alguém dar em cima dela caso saia com as amigas? Ela tem discernimento para dizer não.

“Sem mim você não tem mais ninguém no mundo”

Com isso, o parceiro diz que a mulher não vai encontrar mais ninguém que a queira, o que coloca ele no controle do bem-estar dela. Então, por mais infeliz que ela esteja, é impossível encontrar felicidade se não for com ele. “Coloca a mulher em um lugar de inferioridade perante o parceiro e como incapaz de estabelecer outras relações onde possa ser amada”, explica a psicóloga Eliza.

“Você precisa de roupas decentes. O que vão pensar de mim?

Controlar o que a mulher pode ou não vestir é uma forma de mexer com a autoestima, contrariando o que ela escolheu para se sentir bonita, seja o que for. “Coloca a parceira em uma situação de objeto do outro”, explica Simone.

“Você é bonita, mas se fizesse academia seria mais”

De acordo com a psicóloga Eliza, esse tipo de comentário reproduz uma cobrança social de que as mulheres precisam ter o corpo de acordo com certos padrões de beleza, o que cria uma insegurança de não ser amada caso não corresponda a esses ideais. “Além de objetificar o corpo da parceira, como se tivesse que sempre corresponder ao que ele deseja”, afirma ela.

“Você só é o que é hoje por minha causa”

“Outra frase de abuso psicológico, que coloca o parceiro ou a parceira em uma condição de endividamento emocional”, explica Simone. Em um relacionamento saudável, todas as partes se influenciam para um crescimento pessoal em conjunto.

Afirmar que uma é responsável pelas conquistas da outra é uma cobrança injusta.

“Fui demitido por sua culpa, brigamos e isso me fez trabalhar mal”

“É muito comum que o abusador queira culpar a parceira por suas próprias falhas e dificuldades”, conta Eliza. Ela explica que, ao ser demitido por uma questão pessoal, ele transfere e projeta isso na parceira, gerando sentimentos de culpa constantes nela.

“Vou me policiar a partir de agora para te respeitar”

Dá para amar alguém sem respeitar? Nesse caso, o abusador se coloca em uma falsa posição de humildade, como se tivesse aprendido uma lição para se comportar como deveria. “Se precisa se policiar para ter respeito, talvez o respeito já não faça parte da relação”, analisa Simone.


“Ninguém nunca vai te amar como eu te amo”


Muitas vezes pode soar como uma declaração, mas em relações abusivas, o significado é outro. “Abuso emocional. Abre a possibilidade para o parceiro ou parceira ver-se como desinteressante”, afirma Simone. Como se a pessoa fosse incapaz de ser amada por outros por não ter valor o suficiente.


“Você dificilmente vai conseguir fazer isso sozinha”


Talvez, para alguns, pode parecer que a pessoa que diz isso quer ajudar, mas em um contexto de abuso, não é bem assim. “Ataca a autoestima e senso de capacidade da parceira. Ao colocá-la como incapaz de realizar algo, transfere a mensagem de que ela precisa do parceiro para suprir sua incapacidade, gerando insegurança e medo de se desvencilhar do relacionamento”, explica Eliza.


Fonte: Universa

Relacionamento Abusivo.

O que é um relacionamento abusivo? Quais os sinais, diferença relacionamento abusivo x relacionamento saudável, como sair dessa relação e como ajudar vitima desse abuso.

Relacionamentos são complicados, sejam eles amorosos, entre pais e filhos, entre amigos, com colegas de trabalho, professores ou entre quaisquer pessoas sem um vínculo emocional.

Somos complexos, diferentes, divergimos opiniões e crenças. Na maioria das vezes, como civilizados que somos, essas relações se tornam mais fáceis, ou ao menos parecem ser.

Os abusos podem estar presentes em todas as relações, mas ao nos aproximarmos de uma data como a do dia dos namorados, um enfoque nas violências presentes em uma relação amorosa se faz necessário.

O dia 12 de junho é sim uma data muito importante e que tem uma mensagem de valor por trás. Afinal, homenagear quem amamos e escolhemos para estar ao nosso lado é algo especial.

Mais especial do que isso é colocar o amor próprio em primeiro lugare estar ciente do que é um relacionamento sadio.

Por isso, iremos nos aprofundar em um tema nada romântico: relacionamentos abusivos.

Neste artigo, vamos discutir um pouco mais sobre o tema e analisar as atitudes, comportamentos e sentimentos que envolvem um relacionamento não saudável. Boa leitura!

O que é um relacionamento abusivo?

Em teoria, um relacionamento amoroso deveria ser algo saudável, prazeroso, repleto de sentimentos bons e companheirismo.

Felizmente, muitas pessoas conseguem manter um amor assim. Infelizmente, outras estão aprisionadas em um relacionamento abusivo. E o pior, muitas vezes não percebem.

Quando se fala em relacionamento abusivo é comum que as pessoas imaginem a relação amorosa entre um casal, principalmente a relação em que o homem é abusador e a mulher é a vítima.

Esse exemplo é muito comum, mas o abuso também acontece com a inversão desses papéis. A mulher também pode ser abusiva.

Por isso, vale lembrar que as relações abusivas podem acontecer em qualquer tipo de relacionamento, seja ele amoroso, entre amigos, profissional ou familiar.

Reconhecer que isso acontece em diferentes ambientes é um passo importante para conseguir identificá-los e mudá-los. Nem sempre essas mudanças são fáceis.

É preciso se afastar. Estar em um relacionamento abusivo não é saudável mental e fisicamente. As pessoas que estão em uma relação assim podem mesmo adoecer.

Nessas situações é comum que a vítima se sinta mal consigo mesma, que sofra com a autoestima baixa, insegurança, ansiedade ou depressão.

O abusador é aquele quem manipula, controla, provoca situações humilhantes para a vítima, a usa e a faz se sentir mal sempre.

As agressões presentes neste tipo de relação podem ser diferentes de uma para outra e isso pode tornar ainda mais difícil para as vítimas reconhecerem os sinais.

Para o parceiro abusivo estar sempre no controle do relacionamento ele pode apresentar os seguintes comportamentos:

  • Abuso emocional;
  • Agressões verbais;
  • Perseguição (stalker);
  • Abuso econômico, em que controla o dinheiro da vítima ou a impede de trabalhar e estudar;
  • Usar das relações familiares da vitima,usando de chantagem emocional para obriga-la a permanecer no relacionamento
  • Abusos físicos (violência física)  e comportamentos agressivos como chutar portas, esmurrar objetos etc.;
  • Ameaças;
  • Agressão sexual ou violência sexual.

Quais os sinais de um RELACIONAMENTO ABUSIVO?

Muitas vezes atitudes abusivas são confundidas ou consideradas como apenas uma demonstração de amor e cuidado.

A pessoa que está sofrendo abuso, por estar em uma situação vulnerável e fragilizada, às vezes não é capaz de discernir os sinais de que está em um relacionamento abusivo.

Separamos alguns indicativos que podem ajudar nesse processo de “descoberta” e que servem de alerta para situações abusivas no dia a dia.

Ao se identificar com alguns dos tópicos, aconselhamos que separe um momento para refletir sobre o porquê disso estar acontecendo, para conversar com alguém que você confie e buscar ajuda.

Verifique se o(a) seu(ua) companheiro(a):

Faz você se sentir ridicularizado(a)

Dentro do seu relacionamento, é comum que se sinta ridicularizado. Talvez tenha passado por situações em que seu parceiro riu de você ou fez você ser alvo de piadas que te fizeram ficar desconfortável.

Demonstra insegurança e ciúmes excessivo

Uma das principais características atribuídas ao perfil de uma pessoa abusadora é a insegurança e o ciúme extremo.

Esses dois traços da personalidade de alguém abusivo são fatores que contribuem para que os outros sinais aconteçam, tais como o ato de controlar todas as ações do outro, intimidação, chantagem e jogos emocionais para que a vítima se sinta culpada.

Faz você pensar que está louco(a)

De alguma forma, seu parceiro faz com que você pense que todos os problemas da relação são loucura da sua cabeça ou quando você questiona alguma atitude aponta para você e diz que está louco(a).

Fala que ninguém nunca vai te amar

Seu parceiro já disse frases como “se você me deixar, nunca vai encontrar alguém melhor”, “ninguém nunca vai te amar” ou “ninguém nunca vai te querer”? Não é preciso parar muito pra pensar para perceber o quanto essas frases são abusivas.

Um relacionamento saudável não é construído com ameaças como estas.

Faz você se afastar das pessoas

Pense se alguma vez o seu parceiro já te fez se afastar de alguém, se você se afastou dos seus amigos e familiares por ele ou se ele coloca restrições na quantidade de vezes que você quer sair com seus amigos.

Muitas vezes, a pessoa abusiva provoca esse isolamento da vítima. Assim, se sentindo sozinha e tendo somente seu parceiro ao seu lado, ela pode se sentir ainda mais fragilizada e dependente desse relacionamento nocivo.

Faz você se sentir inferior e não fica feliz por suas conquistas

Como seu parceiro reage às suas conquistas e as coisas boas que acontecem na sua vida? Em um relacionamento saudável, é normal que o parceiro fique feliz e comemore junto a você suas vitórias.

É importante reparar na reação do seu companheiro nesses momentos, se ele fica feliz por você ou se diminui suas conquistas, se faz você sentir que o que aconteceu não é nada demais e que nem merece comemoração.

Se você passa a achar que não é bom o suficiente e começa a questionar sua capacidade por comentários de seu companheiro, é importante repensar o relacionamento.

Nem sempre essas ações acontecem durante uma briga. Às vezes estão presentes em sinais sutis, comentários despretensiosos, mas que de alguma forma te afetam.

Isto não significa que seu parceiro irá te olhar e dizer “nossa, como é você burra(o)”, mas se você tem medo de falar algo porque sente que será desvalorizado ou diminuído, de que tudo que diz não é bom o bastante, fique atento a este sinal.

Faz você se sentir incapaz

É comum que o abusador dentro da relação tenha atitudes que façam a vítima se sentir incapaz. Ele pode usar discursos que façam o parceiro se sentir inferior e isso o levar a enxergar o abusador sempre como a figura superior.

Frases como “você não é bom nisso”, “desista, não é para você”, “você não fez nada certo” e outras do mesmo gênero podem estar presentes dentro deste sinal de relação abusiva.

Dessa forma, a vítima se afunda em sentimentos negativos, se sentindo incapaz, burra e insuficiente.

Controla todas a suas ações

Ao lado do seu parceiro você se sente sempre controlado, como se tivesse todos os seus passos, pensamentos e atitudes analisados?

Repare no quanto o seu parceiro se mostra controlador em relação às suas ações, as pessoas com quem você anda e com quem você conversa.

Além disso, no fundo, você sabe que esse controle não é uma preocupação saudável, mas sim uma forma de te manipular? Esses sinais são cruciais para compreender se sua relação é tóxica.

Fique atento com comentários como permissões de lugares onde pode ir, com quem pode falar, como deve se comportar e outras limitações impostas pelo companheiro.

Diz o que você deve vestir

Você já trocou de roupa antes de sair de casa porque sabia que a escolha iria desagradar seu parceiro? Já ouviu comentários referentes ao tamanho de uma saia, ou ouviu que o vestido era muito justo ou decotado?

Para algumas pessoas, esse tipo de comentário é interpretado como um sinal de ciúmes, podendo até mesmo ser considerado normal, mas não é. Esse é um sinal específico que está implícito em uma personalidade controladora do abusador.

É ameaçador(a)

Um sinal muito importante para conseguir entender se o seu relacionamento é abusivo implica na presença de um sentimento muito ruim: o medo.

Se alguma vez, alguma ação ou comentário do seu companheiro te fez sentir medo dele, é um grande alerta de que o relacionamento não está indo nada bem, mesmo.

Para psicólogos que acompanham casos de relacionamento abusivo, a intimidação e ameaça são consideradas recursos comuns entre os abusadores.

Algumas frases com tom ameaçador, tais como “se você não fizer isso…” ou “se você fizer tal coisa…”, “é melhor para você fazer o que estou dizendo…”, podem estar presentes no relacionamento tóxico.

São sempre condições que a vítima deve atender e que são sempre acompanhadas por uma espécie de “castigo”.  Se o seu parceiro ameaça te deixar e usa dos seus sentimentos por ele para conseguir o que quer, o seu relacionamento é abusivo.

Demonstra reações exageradas

É importante notar se o parceiro demonstra reações exageradas e explosivas diante de algumas situações que podem facilmente ser levadas de outra forma.

Se a vítima faz algo considerado simples e o abusador aproveita daquela situação para arquitetar uma briga e reage de forma ignorante ou violenta, é um sinal de que é melhor se afastar.

É preciso que os sentimentos que você tem pelo seu parceiro não te façam incapaz de perceber quando acontece uma reação desproporcional ao que aconteceu. Errar é normal do ser humano, mas é preciso lidar com esses erros de forma racional.

Não respeita quando você diz “não”

O não, uma palavra, três letrinhas e um significado. Parece simples, mas parece que é sempre necessário reforçar o que isso significa, até mesmo dentro de um relacionamento.

Preste atenção no quanto o seu parceiro respeita quando você se nega a algo. É comum em relacionamentos abusivos até mesmo que o abusador force a vítima a relação sexual.

Não é difícil de encontrar relato de pessoas que disseram ter feito sexo com seu parceiro por se sentirem manipuladas, ameaçadas ou chantageadas. Isso é abusivo e até mesmo um crime, pois o sexo sem consentimento é considerado estupro, mesmo acontecendo dentro de um relacionamento.

É agressivo(a)

Esse é um sinal de alerta grave. Uma relação onde acontecem agressões é extremamente abusiva.

E nesse caso não se trata apenas da agressão física, mas sim da moral e psicológica também. Todos os sinais listados anteriormente são uma forma de agressão.

Quais as diferenças entre um relacionamento saudável e um relacionamento abusivo?

Coloquei lado a lado algumas características de um relacionamento saudável e algumas atitudes abusivas, para possibilitar uma comparação entre esses extremos.

Segue tabela com as diferenças relacionamento abusivo x relacionamento saudável:

Relacionamento saudávelRelacionamento abusivo
Conversam abertamente sobre seus sentimentos e pensamentosQuando existe um diálogo, é para tentar fazer com que o outro se sinta culpado pelo que está sentindo
Há confiança e por isso nenhum dos dois controla onde o outro está e com quem estáDiz com quem você deve ou não conversar ou sair. Não há confiança e por isso impõe que o parceiro fique provando onde está e o que está fazendo
Há respeito aos momentos em que o parceiro quer estar sozinho, com os amigos ou famíliaProíbe o parceiro de sair sozinho ou com os amigos
Não te xinga e muito menos te agrideTe ofende constantemente e tenta te controlar usando força física
Os conflitos são resolvidos de forma respeitosa, sem agressões, xingamentos ou competitividadeÉ explosivo e ciumento. “Desconta a raiva” chutando portas, cadeiras ou esmurrando objetos, o que faz você sentir medo
Existe respeito a privacidade do outroControla todas as suas redes sociais para ver com quem conversa. Proíbe amizades e está sempre tentando invadir sua privacidade
Não há tentativas de mudar ou controlar o parceiroEstá sempre dizendo o quanto você não é bom, dispara ofensas e diz que ninguém irá te amar
Não existem ameaças ou medo, pois o seu parceiro é sempre carinhoso e compreensivoÉ sempre explosivo, o que faz você sentir medo de suas reações, o que implica agressões verbais, emocionais e físicas
Não há imposições no que o outro deve ou não vestirProíbe de usar determinadas roupas que não o agradem
Há respeito quando o outro diz “não”, principalmente quando o outro não está afim de transarNão respeita quando o parceiro diz “não”. Força o parceiro a ter relação sexual ou a fazer coisas que não se sente confortável
Os dois comemoram as conquistas um do outro juntosDemonstra inveja do parceiro e tenta diminuir suas conquistas
Ninguém tenta humilhar, ridicularizar ou diminuir de alguma forma o parceiroHumilha, ridiculariza e está sempre querendo se mostrar superior ao parceiro
Os dois tomam decisões importantes juntosNão existe diálogo, até mesmo em momentos de decisões que afetam os dois
Demonstrações de admiração e elogios são sempre presentesSempre está criticando o parceiro. Aponta sempre para os defeitos querendo diminuí-lo, faz brincadeiras sobre a aparência do outro
Um está sempre encorajando o outro e não há críticas que não sejam construtivasNão existe apoio, apenas críticas frequentes
Incentiva o parceiro a estudar e trabalhar e não interfere no que ele faz com o próprio dinheiroControla financeiramente o parceiro, às vezes, impedindo-o de trabalhar e estudar
Não tenta atingir, de forma alguma, a autoestima e confiança do parceiroFaz você pensar que é louco (a) e diz coisas que minam sua autoestima

Como sair de um relacionamento abusivo?

Não é fácil compreender e aceitar que, de alguma forma, se está preso em um relacionamento abusivo. Para quem conseguiu passar por essa etapa, a próxima também não é nada simples.

Muitas pessoas que olham de fora podem questionar, por senso comum, por que as vítimas simplesmente não vão embora. A resposta a essa pergunta envolve uma série de fatores.

Muitas vezes, o amor que a vítima sente pelo abusador a inibe a tomar alguma decisão, deixando-a paralisada diante dessa situação. Há também pessoas que sentem medo da reação do parceiro abusivo, o que torna tudo mais delicado.

Nem sempre a vítima sabe que está em um relacionamento abusivo, pois está envolvida demais nesse relacionamento violento e nocivo que acaba naturalizando as ações do parceiro.

Além disso, alguns sinais de abuso são sutis, o que torna ainda mais complicado de se perceber a agressão psicológica que a vítima sofre.

No entanto, mesmo com todas as dificuldades desse momento, alguns passos podem ser seguidos:

Compreenda e busque mudanças

O primeiro passo para sair de um relacionamento abusivo é perceber que se está em uma relação assim. Em segundo lugar, é preciso querer mudar essa situação, pois apenas se dar conta dos abusos e continuar nessa relação não é o suficiente para trazer sua felicidade e um relacionamento saudável.

Converse com seu parceiro(a)

Converse abertamente com seu parceiro, sem acusações e discussões exaltadas, para esclarecer e entender por que a relação chegou a esse ponto. Se a pessoa em posição de abusador estiver disposta a mudar para continuar nesse relacionamento, os dois vão precisar trabalhar juntos para que a relação dê certo.

Isso não é fácil. Essa transformação só é possível quando a pessoa que está em posição de abusador quer realmente mudar, pois é um processo de dentro para fora. A vítima não é capaz de mudá-lo, somente ele pode promover isso.

No entanto, se o seu parceiro não consegue enxergar suas atitudes como abusivas, ou percebe e não quer mudar, a vítima precisa entender que não há o que se fazer, a não ser ir embora.

Entenda que o problema não é você

Dentro do relacionamento abusivo, é comum que o abusador manipule os sentimentos da vítima para que ela se sinta culpada.

É muito importante entender que os abusos não acontecem por culpa da vítima, mas que algo precisa ser mudado nas atitudes da pessoa que está na posição de abusador.

Converse com pessoas em quem você confia

Peça ajuda e busque a companhia de pessoas que lhe fazem bem. Superar um relacionamento abusivo não é fácil, por isso se una as pessoas que você confia para conversar sobre o que estava acontecendo e para se fortalecer nesse momento.

Terapia

O acompanhamento de um psicólogo pode ser bastante positivo nesse processo onde a vítima está se desfazendo do relacionamento abusivo. Em um momento vulnerável como este, apenas o apoio de pessoas amigas pode não ser o suficiente para que ela consiga passar por essa fase.

Além disso, os abusos sofridos pela vítima podem levá-la ao um quadro depressivo ou de ansiedade, que precisam ser acompanhados por um profissional que saiba dar os cuidados específicos para a saúde mental do paciente.

Converse com pessoas que passaram pelo mesmo

Conhecer e ouvir alguém que passou pelo mesmo problema e conseguiu superar um relacionamento abusivo pode ser um dos passos mais importantes para conseguir deixar para trás essa relação.

Reconhecer em outra pessoa os mesmos sofrimentos que está sentindo e ver que mesmo com o término tudo ficará bem pode ser um dos impulsos para que a vítima consiga agir e sair do relacionamento abusivo.

Infelizmente não é difícil encontrar pessoas que já passaram por isso, pois é muito mais comum do que se pensa. Portanto, busque essas pessoas, ouça o que elas têm a dizer e peça ajuda para encontrar a melhor solução para o seu caso.

Se empodere!!

Não deixe que as chantagens emocionais do seu parceiro abusivo te façam desistir de sua felicidade e amor próprio. Não acredite que sem ele ficará sozinho para sempre e que outras pessoas podem sim te valorizar e te amar de uma maneira saudável.

Busque realizar as atividades que te fazem bem e que você pode ter deixado de lado por causa do relacionamento. Saia com seus amigos e familiares para se divertir e acredite que o sofrimento do rompimento vai passar, por mais difícil que esteja agora.

Enquanto isso, busque fortalecer sua autoestima e não deixe que essa experiência ruim te afete ainda mais.

Como ajudar alguém que está nessa situação?

Uma questão muito presente quando o assunto são relações abusivas é de quando e até que ponto quem está olhando de fora pode se intrometer para tentar ajudar.

Sempre ouvimos coisas como “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”, mas quando falamos isso simplificamos uma situação que pode ser bem mais grave do que se pensa, com agressões físicas e psicológicas que podem levar a vítima a ter sequelas graves.

Portanto, se você conhece alguém que está numa situação abusiva, não espere que ela perceba por conta própria. Nem sempre isso acontece. O abusador pode envolvê-la de tal maneira que ela normaliza todas as agressões e ainda se culpa por isso.

Algumas coisas podem sim ser feitas por quem está acompanhando de fora a relação:

Ofereça ajuda

Empatia é fundamental para quem está próximo dessas pessoas, portanto, ofereça sua ajuda. Isso significa estar presente na vida da pessoa mesmo que ela não aceite quando você diz que ela está em um relacionamento abusivo. Cada pessoa leva um tempo para compreender.

Se mostre disponível para sair com ela, diga que ela pode contar com sua ajuda, sendo esta ajuda um ombro amigo para chorar ou até mesmo para oferecer abrigo, pois muitas pessoas são dependentes do abusador financeiramente e as coisas podem ficar mais complicadas.

Seja paciente e não julgue

Entenda que as pessoas levam um tempo diferente para entender quando estão em um relacionamento abusivo e é muito mais fácil para quem está de fora do relacionamento perceber, pois a vítima está envolvida emocionalmente com seu parceiro.

Não diga coisas como “está com ele porque quer”, “se quisesse mesmo, já tinha terminado”. Não julgue a posição da vítima em relação ao abusador. Seja apenas presente e amigo e ofereça ajuda para o que ela precisar.

Coloque essa pessoa em contato com outras que passaram pelo mesmo

Apresente ou mostre casos de pessoas que passaram pelo mesmo problema ao seu amigo que está em um relacionamento abusivo. Ouvir de outras pessoas que viveram o mesmo pode ajudar.

Não a culpe

Por fim, nunca culpe a vítima. Não diga que ela está nesse relacionamento porque quer ou porque ela merece. Por mais próximo da pessoa que você seja, você não tem total conhecimento sobre o que acontece entre ela e o abusador. Nesse momento, a vítima precisa de ajuda, acolhimento e empatia.


A intenção desse artigo é que mais pessoas possam refletir sobre esses abusos, muitas vezes normalizados pela sociedade, encarados como gestos de ciúmes e preocupação. Também para reforçar que a culpa não é da vítima e que é possível ajudar essas pessoas.

Se você acredita que está em um relacionamento abusivo, peça ajuda! Não desista de ser feliz e buscar um relacionamento saudável. O amor deve ser compartilhado e não aprisionado em atitudes nocivas como as listadas nesse artigo.

Fonte:Minuto Saudável